13 julho 2017

A presença das marcas nas redes sociais já não é sinal de vantagem há algum tempo, o fato é que quase todos aqueles que não estão presentes deveriam estar. Não em todas e nem de qualquer maneira, cuidar de uma rede social requer planejamento, acompanhamento e análise. Mas como avaliar o que é um bom resultado? Muitas curtidas? Muitos "coraçõezinhos"? Uma chuva de comentários? É preciso muita calma nessa hora. Antes de ser categórico, é preciso olhar com atenção a situação como um todo para reconhecer onde estão os erros e acertos na estratégia.

Você já ouviu falar na expressão métricas de vaidade? Então, ela se refere a todos aqueles números que não servem para orientar as suas decisões nos negócios e muitas vezes acabam criando uma cortina de fumaça. É importante ressaltar que não estamos dizendo que as pessoas não devem ficar felizes com as suas milhares de curtidas, somente que devemos ter atenção a quem estamos atingindo e que retorno estamos tendo com esse alcance.


Uma das características mais importantes de um planejamento de marketing digital bem executado é a análise das informações recebidas. Tudo é mensurável, mas é preciso fazer a leitura dessas informações. Vamos analisar um exemplo do que pode ser uma métrica de vaidade. No caso de um aplicativo, temos a informação do número de downloads. Esses dados têm sim importância, mas devem ser combinados com outros. Num curto prazo, é um ótimo sinal, claro. Mas, conforme o tempo passa, é precisa estar bem atento à taxa de desinstalações e à relação dessa informação com o custo transacional.

Vocês pode dizer agora: "Ah, mas e os compartilhamentos? Com certeza significam que a estratégia está funcionando, né?". Sim e não. Realmente, é um dado relevante que a sua marca esteja sendo espontaneamente divulgada por usuários do Facebook e alcançando pessoas que nem são seus curtidores num primeiro momento. Mas que mensagem é essa? O humor, por exemplo, é uma ferramenta extremamente eficaz nas redes e costuma ter alto potencial de compartilhamento. Inclusive, é possível que essa os compartilhamentos de uma peça de humor signifiquem mais acessos ao seu site. Mas será que essas pessoas estão convertendo? Elas estão avançando no funil de vendas?
Os memes podem fazer sorrir, mas eles vão
ajudar a vender? | Foto: Reprodução Internet


É preciso entregar ao potencial cliente um conteúdo que seja de qualidade e que o leve a associar a sua marca a um serviço/produto de qualidade. O marketing mais efetivo atualmente é uma construção de relacionamento, uma entrega contínua de valor. Pode-se dizer que também são métricas de vaidade: quantidade de seguidores, cliques nos links, visualizações de página, entre outros.

Tá, mas que indicador realmente importa?

Primeiro, vamos reafirmar: não estamos dizendo que as referidas métricas não importam. Estamos dizendo que é preciso um olhar profissional e atento quanto a essas informações. Mas existem alguns pontos de uma campanha online que podem iluminar bastante os caminhos para quem quer ser mais eficaz.

>> LEIA TAMBÉM: Como usar o LinkedIn na sua estratégia

A grande estrela de uma campanha de marketing é o Retorno sobre o Investimento - Return on investment -, o ROI. Para calcular o ROI, há algumas métricas para as quais você deve se dedicar mais, dependendo do objetivo que busca alcançar.

É importante observar em que momento do interesse de compra o cliente em potencial se encontra, ou seja, em que parte do funil de venda ele se encontra quando acessa a um material promovido pela sua empresa (estratégia de marketing de conteúdo).

Com relação ao tráfego pago, Google Adwords, por exemplo, você sempre deve estar atento se os cliques que está recebendo são convertidos em negócios (vendas, pedidos de orçamentos, pedido de contato... tudo depende do objetivo).

Já ouviu falar em Custo de Aquisição por Cliente? É o famigerado CAC. Essa é uma informações de extrema importância para que o seu negócio percorra um caminho de sucesso e sustentabilidade. Essa métrica é exatamente o que o nome diz: quanto custa para conseguir fechar negócio com o cliente.

É bom estar sempre atento à renovação da audiência do seu site, assim como os visitantes que retornam frequentemente. Nesse quesito, o interessante é manter um equilíbrio: queremos que os visitantes retornem, mas também precisamos de uma audiência atualizada.

São muitas métricas, mas o mais importante definitivamente é o planejamento. Conhecer bem as fases no funil de venda. Trabalhar o relacionamento com os clientes em potencial. Ser reconhecido por ele como uma autoridade na sua área. Marketing digital é ser mais buscado pelo cliente do que o contrário e a análise do caminho percorrido pelos visitantes do seu site é preciosa para orientar sua estratégia!

30 junho 2017


Não é somente uma sensação de que neste mês de junho tivemos mais publicações e ações sobre o tema diversidade sexual. Junho é o mês dedicado aàs discussões e luta LGBTI (Lésbicas, Gays,Bissexuais, Transexuais e Intersexuais). Tem um motivo. Na verdade, tem uma história.

A data de 28 de junho é conhecida pelo Dia do Orgulho Gay, mas foi no ano de 1969 que se tornou um marco. Era rotina o bar Stonewall, em Nova York, sofrer repressão por receber muitos homossexuais. Mas naquela data e ano a rotina foi totalmente alterada. Os frequentadores do bar estavam cansados das humilhações e resistiram à investida da polícia. Os homossexuais presentes, liderados por travestis, entraram num embate e, com garrafas e pedras como armas, enfrentaram aos policiais. Envolvendo milhares de pessoas, o confronto durou aquela madrugada do dia 28 e mais quatro noites posteriores. Teve mesmo que ficar para história.

O mês ganhou o título em 2014, quando o então presidente dos EUA, Barack Obama, através de uma carta, estabeleceu o período de junho com o propósito de reafirmar a defesa dos direitos humanos universais dos LGBTI

E é por isso que, sim, vimos mais matérias, postagens, ações e redes sociais personalizadas para o tema. Vamos ver algumas?

Certamente você viu a nova reação que o Facebook criou especialmente para o período, ao lado do "amei" e do "hahaha" apareceu uma bandeira do arco-íris. 

Divulgação

A rede do Mark zuckerberg  também ofereceu um filtro especial na foto do perfil.
Divulgação


O Instagram também chegou colorido e com novos adesivos para celebrar o mês da diversidade. Os sticks (como também são conhecidos) foram criados por 6 artistas engajados na causa.






Sobre as ações offline, vimos a Coca-cola questionando a velha expressão feita com dois dos seus produtos. Lembra da " Essa Coca-Cola é Fanta" usada para questionar a sexualidade de alguém? A gigante das bebidas resolveu respondendo que "sim e daí?". A marca distribuiu internamente as latas personalizadas para os seus funcionários. Veja só:


Teve quem criticou o próprio Estado. Na Austrália, a marca de sorvetes Ben & Jerry’s suspendeu a venda de dois sabores iguais com a intenção de pressionar os deputados para oficializarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A marca comunicou: “Então, estamos suspendendo duas colheres do mesmo sabor e incentivando nossos clientes a entrar em contato com seus deputados para lhes dizer que chegou a hora – tornar legal o casamento do mesmo sexo! O amor vem em todos os sabores!"


Os caras foram além. Dentro das lojas instalaram caixas de correios incentivando os clientes a escreverem cartões postais para os deputados pedindo a oficialização do casamento igualitário. 


Diminuir e, consequentemente, acabar com preconceito não será fácil, mas a informação correta contribui para a mudança de pensamento. E, se uma das vantagens das redes sociais é produzir conteúdo de qualidade e bem segmentado, algumas fontes de notícias colocaram nas pautas o tema proposto para junho. Fizeram boa parte do conteúdo voltado para o assunto de diversidade sexual. No LinkedIn, por exemplo, tivemos nova abordagem. O consultor de diversidade e educação, Ricardo Sales, publicou alguns artigos, dentre eles  "A importância da diversidade na comunicação da sua marca ou empresa". Ele também questionou a homofobia dentro das corporações, fazendo refletir se os profissionais LGBT estão na mesa decisória das empresas ou se são vetados por serem "gays demais" para o cargo. Muito a coisa mudar, muito assunto para postar.

Não é novidade usar redes sociais para causas sociais. Tem dado certo. Elas têm sido um importante espaço para discussão e reflexão. Entender o direito e a realidade de outros nos fazem cidadãos melhores e é essencial que, as marcas e organizações precisam, enxergarem - definitivamente - que são tempos de comunicar para todos e todas.  
  
E você? Viu alguma ação legal neste mês? Compartilhe com a gente.

13 junho 2017

Atualmente, ninguém ilustra melhor o cenário pop brasileiro do que Anitta (ou seria "Anira"?). Ela já foi Larissa (seu nome de batismo), já foi MC Anitta (quando se apresentava majoritariamente em bailes funk), mas foi como Anitta que ela se tornou um fenômeno midiático no Brasil e, mais recentemente, no mundo. A cantora é considerada a 15ª artista mais influente do mundo nas redes sociais na lista Social 50 da revista Billboard. A brasileira de 24 anos está à frente de personalidades como Shakira, Beyoncé, Rihanna, Ed Sheeran... é ou não é um "lacre"?

Os números de seguidores, assim como o alcance, são impressionantes, mas é o poder viral incentivado por um uso estratégico das redes sociais que deixa tudo ainda mais interessante. Em primeiro lugar, é importante ressaltar que Anitta usa cada uma das redes de maneira particular, reconhecendo as potencialidades de cada uma, raramente replicando conteúdo. Ela segue a cartilha do bom uso dos social media direitinho.

Foto: Divulgação 

O Twitter é a rede onde ela é mais livre de parâmetros e adepta da zueira sem limites, responde a especulações sobre ela, brinca com as fofocas a seu respeito e retuíta notícias. No Facebook, ela dialoga constantemente - e de forma hábil - com as marcas, posta as paródias das suas músicas, divulga a agenda da semana. E a relação com as marcas não se restringe a esse espaço, ela come Cheetos no clipe de "Paradinha", os bastidores da gravação do clipe foram divulgados pela Samsumg Mobile Brasil...

No caso do Instagram, são muitas fotos descoladas, algumas publicações usando o boomerang. Já no YouTube, ela costuma separar por semanas a divulgação do clipe oficial, vídeos com as letras das músicas, coreografia e making off. Diferente plataforma, diferente linguagem.

Além disso, ela tem como vantagem o fato de não precisar "montar" nada disso. Aparentemente, o uso das redes sociais é muito natural para ela, que gerencia a própria carreira. A moça está com o inglês e o espanhol afiadíssimos e já publica parte do seu conteúdo com a tradução, sabe fazer o uso das hashtags, mas, acima de tudo, tem o frescor da experimentação e da naturalidade com a qual se comunica em cada uma das redes.



O resultado disso é muito burburinho, em português, inglês e espanhol. Aquele famoso "fale bem ou fale mal, mas fale de mim" coloca o nome da cantora em todos os holofotes. É uma estratégia de marketing fluida e que vem trazendo muitos frutos para a Anitta. Hoje, dia 13 de junho, o clipe da última música lançada, "Paradinha", tem mais de 32 milhões de visualizações. No Spotify, a mesma música bateu recorde de estreia e é a canção mais executada do Brasil no aplicativo.

Os vídeos com a coreografia e paródias de "Paradinha" seguem bombando tanto no YouTube quanto no Facebook. Tem versão da Marina Ruy Barbosa, da Viviane Araújo, da Thaila Ayala, do estilista italiano Stefano Gabbana, um dos fundadores da grife Dolce & Gabbana... vamos lembrar que o vídeo foi lançado somente 13 dias antes desse nosso texto ser divulgado!

Tá, mas vamos aos números

Prestes a ser a brasileira com mais seguidores do Instagram, Anitta tem atualmente 20,6 milhões de pessoas que a acompanham nesta rede. Por enquanto, este posto é ocupado pela atriz Bruna Marquezina, que tem 21,2 milhões seguidores. No Facebook, são 13.491.064 de curtidores. No YouTube, são 4.661.292 de inscritos e mais de 1 bilhão e meio de visualizações. E no Twitter, seu número de seguidores supera 4 milhões e 700 mil pessoas.

Não dissemos que os números eram impressionantes? A carioca de trajetória batalhadora tem as rédeas da sua carreira em ascensão e está conquistando o mundo inteiro com talento, sagacidade e lucidez. Opinião musical à parte, Anitta é hoje inegavelmente a principal artista pop do país e a sua atuação no âmbito digital é um exemplo de como o jogo deve ser jogado. A menina conquistou a fama e a mulher está dando aulas sobre como ser cada vez mais conhecida (e reconhecida). Pre-pa-ra!