16 janeiro 2018

Foto: David Santos Febrero / Flickr
Isso é muito Black Mirror! As discussões levantadas pelo seriado britânico trazem à tona principalmente os possíveis malefícios do aprofundamento no uso da tecnologia pelas pessoas. Em tempos de excessos, é importante refletirmos sobre como podemos manter a nossa saúde física e mental. A tecnologia não significa nada sozinha, nós é que damos significado a ela - para o bem ou para o mal. A ideia desse texto é refletir sobre como podemos aproveitar os benefícios das inovações tecnológicas sem perder o rumo da vida real em espirais de desconexão humana.

Somos uma agência de marketing digital, sendo assim, é importante que nosso público-alvo esteja presente no ambiente virtual. No entanto, sabemos que a vida não se resume a estar online (ou, pelo menos, não deveria). Hoje em dia, sempre tem aquela pessoa no grupo que não consegue desapegar do celular para ter uma conversa presencial (seja no bar, seja com a família, seja no reencontro da faculdade). Muita gente reclama da dificuldade cada vez maior de se concentrar em alguma leitura mais consistente. Gente que conversa no WhatsApp no escuro do cinema. Em muitos casos, as pessoas ficam ansiosas só de imaginar a distância do aparelho celular por um dia inteiro.

Distúrbio ou simples hábito?

Ainda não estão catalogadas oficialmente como doenças a dependência do celular ou da tecnologia de maneira geral, no entanto, esse tipo de comportamento pode trazer danos para a própria saúde e para o seu relacionamento com outras pessoas. Nós acreditamos que a racionalização e a parcimônia podem evitar que nos tornemos dependentes dos aparelhos e do que eles proporcionam. O ex-funcionário do Google Tristan Harris também acredita nessa tese e fundou uma organização sem fins lucrativos chamada Time Well Spent (em tradução literal, Tempo Bem Empregado).

O designer norte-americano recebeu muitas críticas por ideias consideradas extremas, como, por exemplo, deixar o celular carregando fora do quarto na hora de dormir. Decidir o que é extremo ou não é uma escolha de cada um, mas resolvemos listar algumas ações que podem ajudar a evitar que o uso dos aparatos tecnológicos virem uma compulsão, tornando-se gatilhos de ansiedade.

Conecte-se, nas não o tempo todo: conheça os seus limites, estabeleça prioridades e desligue-se com uma frequência maior. Pode parecer uma dica pueril, mas faz uma diferença enorme estar atento a isso. Não se obrigue a responder toda e qualquer mensagem imediatamente. Desative todas as notificações do que não for urgente. Cuidado com os grupos de WhatsApp e o tempo que eles podem sugar. Estamos falando da boa e velha moderação.

Redes sociais, auto-estima e sistema de recompensa: A rede social tem um apelo, para muitos, irresistível. É uma suposta fuga da solidão, um mecanismo de suporte para todo e qualquer momento de sensação de desamparo. Um estudo realizado em 2012 na Universidade de Harvard mostrou que o nosso cérebro produz quantidades parecidas de dopamina (substância responsável pela sensação de prazer) quando comemos, bebemos, fumamos ou temos uma postagem comentada, curtida e compartilhada em uma rede social. Louco, né? E nem sempre é tão simples ter autocontrole sobre esse tipo de sensação. Vale assistir ao vídeo legendado do escritor (abaixo, com um errinho logo no início - onde diz "1994" deveria ser "1984"), consultor de marketing e palestrante motivacional Simon Sinek que aborda o assunto.


Vivemos um tempo no qual existe um hospital para o tratamento de crianças e adolescentes viciados em videogames e tecnologia em geral. O Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o vício nos jogos eletrônicos como um distúrbio mental. A mudança de alguns hábitos pode trazer muitos benefícios, às vezes é preciso apenas uma desacelerada. A escolha é sua, mas lembre-se sempre: sua saúde e a experiência humana devem ser priorizadas.

16 novembro 2017

"O futuro não é mais como era antigamente". O trecho da música do Renato Russo se encaixa perfeitamente para a onda de mudanças cada vez mais significativas no universo do marketing. As marcas já quiseram atingir a um público massivo (muitas ainda querem), mas o caminho que predomina atualmente é conhecer com precisão o seu público-alvo para criar ações que o atinjam em cheio. E é exatamente disso que se trata o marketing de nicho - além das questões de mercado embutidas -. Vamos citar o nosso guru para te oferecer uma visão mais oficial. Para Philip Kotler, um nicho de mercado é "um grupo definido mais estritamente, um mercado pequeno cujas necessidades não estão sendo totalmente satisfeitas".

A estratégia focada nos segmentos serve para entender quem compõe esse grupo e quais as melhores formas de chegar até essas pessoas. O marketing de nicho é interessante especialmente no caso de pequenas e médias empresas, pois tem um custo relativamente baixo e costuma ser mais assertivo. Mas é claro que desenvolver esse tipo de planejamento requer organização, estudo e os sensores de observação bem aguçados.

Vamos voltar a relembrar Kotler e apontar os três principais passos do marketing voltado para os nichos: identificação de um ou mais segmentos (público-alvo) para atuação; segmentação do mercado para reconhecer os grupos distintos e suas necessidades específicas com as quais pretende-se lidar na comunicação da marca e o estabelecimento de uma posição competitiva (saber quem são seus concorrentes e como você é diferente deles de forma positiva para o usuário/comprador).

Vamos aos exemplos e vantagens

Estamos falando de dividir a atenção das pessoas com menos concorrentes e, no caso de uma estratégia bem feita, se tornar uma espécie de autoridade no negócio promovido pela marca. Além disso, a marca que penetra de forma bem sucedida no mercado de nicho ainda tem uma chance maior de desenvolver uma relação afetiva com o consumidor.

Essa comunicação cuidadosa é o trabalho de relacionamento e tem uma grande chance de criar lovemarks (assunto que abordamos no blog anteriormente). Vamos a um exemplo para facilitar a compreensão? Imagine o caso de uma padaria. Ela entra no negócio disputando com outros estabelecimentos do mesmo segmento. Mas digamos que a padaria da qual falamos trabalha somente com produtos sem lactose e sem glútem. A forma de comunicar isso é completamente diferente e muito mais específica. É possível que o empreendimento seja divulgado em grupos do Facebook que abordem a intolerância à lactose, em grupos de alimentação saudável...

Cada negócio tem uma potencialidade a ser desenvolvida. É claro que até mesmo antes do marketing propriamente dito é preciso uma boa pesquisa de mercado para sentir a temperatura do negócio no qual a empresa está envolvida, mas após essa fase segue extremamente necessário conversar com esse público de perto e é aí que o marketing entra. E aí, seu negócio se encaixa em algum nicho? O primeiro passo é fazer uma autoavaliação e só então seguir em frente. Se quiser contar com a Incena Digital para esse diagnóstico, é só entrar em contato.

26 outubro 2017




Nós já falamos aqui sobre o uso dos vídeos no marketing digital e embasamos com pesquisa e números o avanço do consumo. Em 2017 só deu eles! Neste ano vimos o boom do stories do Instagram e também o Facebook colocando as famosas interações e filtros que todos estamos aptos a fazer - graças aos apps!


Bom, a última pesquisa feita pelo Google, em parceria com o Instituto Provokers, traz novas informações e nos ajuda a entender como é o comportamento do usuário com o audiovisual na web. O estudo deixa mais claro o cenário atual e nós separamos algumas informações interessantes:



E o Youtube está consolidado:



E os números só crescem! 




A busca por conteúdo original:





O que as pessoas querem com os vídeos?



A pesquisa veio reforçar algo que já desconfiávamos: sim, estamos vendo mais vídeos na web! Os dados ainda confirmam que estamos mais seletivos, buscando assuntos específicos e também fazendo nosso próprio conteúdo. Não há como prever prever como estaremos consumindo vídeo, mas podemos palpitar que vídeos ainda estarão em alta! E você? Tem algum palpite específico?