18 agosto 2017




Gabriela Pluguiesi, Whindersson Nunes, Kéfera, Jout Jout... esses nomes são comuns para você? Depois (de ler esse texto) clique em cada link, pois são os @ bastante conhecidos na internet. Os nomes acima são alguns exemplos de influenciadores digitais ou "digital influencer -" termo consagrado nestes últimos anos. Eles, assim como outros, não cabem mais no termo "blogueiro" já que os conteúdos saíram da blogosfera e estão em diferentes plataformas sociais. Por exemplo, Jout Jout publica vídeos no Youtube todas as terças e quintas-feiras e posta na conta do Facebook chamando para as atualizações do canal. Muitos estão ganhando fama, dinheiro e status de celebridade. E o marketing é quem tem investido nos amigos digitais.

Os estrategistas de comunicação já enxergaram o potencial dessa influência e como o carisma e divisão de experiência dos influencers, seja com o produto ou serviço, pode ajudar na decisão de compra dos seus seguidores. O marketing de influência ganhou força no Brasil e os posts alheios ficaram valiosíssimos até para grandes marcas. Alguns estudos do marketing digital já estão organizando melhor essa galera, ajudando a entendê-los e quantificando de acordo com o engajamento (capacidade de gerar interações, seja comentários, curtidas e compartilha-
mentos, sobre determinados assuntos).

Segundo matéria do site Meio e Mensagem já é possível classifica-las em 3:

"Influenciador:
Com mais seguidores nas redes sociais, normalmente falam sobre temas mais genéricos, como comportamento, cotidiano, moda e comida. Também costumam produzir conteúdo junto às marcas. O engajamento é médio, alcance (volume de pessoas atingidas) é alto e investimento (cachê e produção) é médio/alto também.

Celebridades:
Geralmente são atores, atletas e apresentadores muito famosos que estão em diversas plataformas, para além do universo digital. Possuem grande poder de fogo, mas geralmente menor engajamento, muitos casos, não produzem com as marcas.

Micro influenciador:
Produtores de conteúdo para mídias sociais com maior engajamento, proporcionalmente, do que influenciadores e celebridades. Na maioria dos casos, abordam assuntos de nicho, co-criando conteúdos com as marcas. Tem engajamento, segmentação e proximidade altas. O alcance é baixo, mas o investimento é baixo também."

Esta última categoria, a de micro influenciador, tem chamado atenção já que monitoramento descobriu que o engajamento é alto. “Um estudo realizado pela Takumi com 500 mil perfis no Instagram identificou que influenciadores com até mil seguidores geram engajamento de até 9.7%, 5x o engajamento dos influenciadores que possuem mais de 100 mil seguidores. Os micro-influenciadores também se engajam 22x mais em conversas sobre produtos do que o consumidor comum. E 82% dos consumidores declararam que consideram altamente uma ação a partir da recomendação de um micro-influenciador”. (Via E-life).

Por outro lado, celebridades e influenciadores, disparam quando o quesito é alcance. Entregam mais quando o assunto é buzz nas redes sociais, aumento de exposição e repercussão. Despertam o desejo, pois muitos dos seguidores os veem como ídolos.

Existe certo e errado nesses tipos de perfis? Sendo éticos em suas postagens, não. Mas para a escolha deles numa estratégia, existe adequação de acordo com o objetivo do briefing. Tem verba? Quer saber o que as pessoas acham do produto nos comentários? Perguntas simples que podem direcionar na escolha do influencer da campanha.

Vamos pensar numa estratégia adotando marketing de influência? Vem conversar com a gente. Liga ou mande um whatsapp no número 21 98127-7766.

27 julho 2017

Há alguns anos, a publicidade de maneira geral declarou o fim da interrupção como padrão, a chamada publicidade interruptiva. Não que exista um documento formal para atestar isso, mas vivemos uma corrente contrária, na qual acompanhamos o fluxo do usuário/cliente, oferecendo materiais que são do seu interesse e não cortando bruscamente o processo de assistir/ouvir. Isso quer dizer, em resumo, que a publicidade vive um relacionamento sério com o conteúdo há algum tempo.

No entanto, temos notado algumas "puladas de cerca" nessa lógica e vamos citar dois exemplos: Facebook e YouTube. Vocês já notaram aquela interrupção brusca e marota quando estamos assistindo a algum vídeo mais longo na rede social de Mark Zuckerberg? Você está assistindo ao vídeo do seu interesse e... ele é cortado para uma publicidade de 10 a 15 segundos. Dificilmente algo seria mais interruptivo do que isso - a não ser aquelas inserções da Jequiti na programação do SBT.


A iniciativa foi alardeada no início deste ano e fez a alegria de boa parte dos produtores de vídeos, mas não tem deixado os usuários satisfeitos (alguns deles, inclusive, ficam enfurecidos). Mas Incena, se todo mundo sabe que isso vai irritar os espectadores, por que isso ainda acontece? A resposta, como de costume, é o lucro. Dinheiro, grana, money, bufunfa, dindim...

A receita que advém dessa publicidade é dividida entre o Facebook e os produtores, que, num primeiro momento, ficariam com 55% do que é arrecadado. Este tipo de anúncio está disponível em vídeos com pelo menos um minuto e meio de duração e é exibido somente para quem assiste ao vídeo por, no mínimo, 20 segundos.

No YouTube, a maioria dos anúncios passa por poucos segundos e oferece a opção de pular. No entanto, há algum tempo, até antes do Facebook, a mídia social insere algumas mensagens publicitárias que não podem ser descartadas: são os anúncios in-stream.

"Anúncios in-stream não puláveis são anúncios que podem aparecer antes, no meio ou depois da visualização do conteúdo do parceiro. Esses anúncios têm de 15 a 20 segundos de duração, e os espectadores precisam assistir ao anúncio para poder assistir ao vídeo selecionado. Um bloco de anúncios complementares de 300 x 60 pixels geralmente é exibido ao lado de vídeos do YouTube que exibem anúncios in-stream em computadores", esclarece o suporte do YouTube.

E o usuário nisso tudo?

Nós, pessoas conectadas à Internet, recebemos diariamente um mar de informações que podem ser consumidas num clique. São muitos estímulos, muitas opções... e já fizemos um texto aqui no blog sobre o poder do vídeo nessa história. Mas com tanta disponibilidade, é comum que o usuário passe por uma espécie de crise de atenção e o mais difícil é conseguir o foco das pessoas com alguma mensagem.

O que queremos dizer com isso? Talvez seja interessante do ponto de vista mercadológico inserir um anúncio no meio de um conteúdo, afinal de contas, o domínio financeiro dos grandes canais de televisão aberta foi construído em cima disso. Mas o usuário ainda está disposto a passar por isso? Reproduzimos abaixo comentários em sites de notícias que ilustram o pensamento, ousamos dizer mesmo sem uma pesquisa oficial, da maioria dos internautas:

"A tal da propaganda no meio dos vídeos é a coisa mais chata do YouTube e o Facebook quer copiar? Tem coisa pior que no meio de uma gameplay (por exemplo) o vídeo parar pra exibir uma propaganda?"

"Simples, deixo de abrir vídeos. Não serei obrigada a assistir propagandas quando não tiver interesse, apenas por conta de um vídeo em rede social...".

Agora é acompanhar o desenvolvimento dessa história e observar se o "crime" da interrupção vai compensar ou não. E se os usuários da Internet hiperestimulados - especialmente os mais jovens - vão se manter passivos diante da lógica interruptiva.

13 julho 2017

A presença das marcas nas redes sociais já não é sinal de vantagem há algum tempo, o fato é que quase todos aqueles que não estão presentes deveriam estar. Não em todas e nem de qualquer maneira, cuidar de uma rede social requer planejamento, acompanhamento e análise. Mas como avaliar o que é um bom resultado? Muitas curtidas? Muitos "coraçõezinhos"? Uma chuva de comentários? É preciso muita calma nessa hora. Antes de ser categórico, é preciso olhar com atenção a situação como um todo para reconhecer onde estão os erros e acertos na estratégia.

Você já ouviu falar na expressão métricas de vaidade? Então, ela se refere a todos aqueles números que não servem para orientar as suas decisões nos negócios e muitas vezes acabam criando uma cortina de fumaça. É importante ressaltar que não estamos dizendo que as pessoas não devem ficar felizes com as suas milhares de curtidas, somente que devemos ter atenção a quem estamos atingindo e que retorno estamos tendo com esse alcance.


Uma das características mais importantes de um planejamento de marketing digital bem executado é a análise das informações recebidas. Tudo é mensurável, mas é preciso fazer a leitura dessas informações. Vamos analisar um exemplo do que pode ser uma métrica de vaidade. No caso de um aplicativo, temos a informação do número de downloads. Esses dados têm sim importância, mas devem ser combinados com outros. Num curto prazo, é um ótimo sinal, claro. Mas, conforme o tempo passa, é precisa estar bem atento à taxa de desinstalações e à relação dessa informação com o custo transacional.

Vocês pode dizer agora: "Ah, mas e os compartilhamentos? Com certeza significam que a estratégia está funcionando, né?". Sim e não. Realmente, é um dado relevante que a sua marca esteja sendo espontaneamente divulgada por usuários do Facebook e alcançando pessoas que nem são seus curtidores num primeiro momento. Mas que mensagem é essa? O humor, por exemplo, é uma ferramenta extremamente eficaz nas redes e costuma ter alto potencial de compartilhamento. Inclusive, é possível que essa os compartilhamentos de uma peça de humor signifiquem mais acessos ao seu site. Mas será que essas pessoas estão convertendo? Elas estão avançando no funil de vendas?
Os memes podem fazer sorrir, mas eles vão
ajudar a vender? | Foto: Reprodução Internet


É preciso entregar ao potencial cliente um conteúdo que seja de qualidade e que o leve a associar a sua marca a um serviço/produto de qualidade. O marketing mais efetivo atualmente é uma construção de relacionamento, uma entrega contínua de valor. Pode-se dizer que também são métricas de vaidade: quantidade de seguidores, cliques nos links, visualizações de página, entre outros.

Tá, mas que indicador realmente importa?

Primeiro, vamos reafirmar: não estamos dizendo que as referidas métricas não importam. Estamos dizendo que é preciso um olhar profissional e atento quanto a essas informações. Mas existem alguns pontos de uma campanha online que podem iluminar bastante os caminhos para quem quer ser mais eficaz.

>> LEIA TAMBÉM: Como usar o LinkedIn na sua estratégia

A grande estrela de uma campanha de marketing é o Retorno sobre o Investimento - Return on investment -, o ROI. Para calcular o ROI, há algumas métricas para as quais você deve se dedicar mais, dependendo do objetivo que busca alcançar.

É importante observar em que momento do interesse de compra o cliente em potencial se encontra, ou seja, em que parte do funil de venda ele se encontra quando acessa a um material promovido pela sua empresa (estratégia de marketing de conteúdo).

Com relação ao tráfego pago, Google Adwords, por exemplo, você sempre deve estar atento se os cliques que está recebendo são convertidos em negócios (vendas, pedidos de orçamentos, pedido de contato... tudo depende do objetivo).

Já ouviu falar em Custo de Aquisição por Cliente? É o famigerado CAC. Essa é uma informações de extrema importância para que o seu negócio percorra um caminho de sucesso e sustentabilidade. Essa métrica é exatamente o que o nome diz: quanto custa para conseguir fechar negócio com o cliente.

É bom estar sempre atento à renovação da audiência do seu site, assim como os visitantes que retornam frequentemente. Nesse quesito, o interessante é manter um equilíbrio: queremos que os visitantes retornem, mas também precisamos de uma audiência atualizada.

São muitas métricas, mas o mais importante definitivamente é o planejamento. Conhecer bem as fases no funil de venda. Trabalhar o relacionamento com os clientes em potencial. Ser reconhecido por ele como uma autoridade na sua área. Marketing digital é ser mais buscado pelo cliente do que o contrário e a análise do caminho percorrido pelos visitantes do seu site é preciosa para orientar sua estratégia!