E o 'fim da televisão'? É real ou não?

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Volta e meia profetiza-se o fim de algum tipo de mídia. Quando a televisão surgiu, muito se falava sobre o fim do rádio. Da mesma maneira, os jornais online acabariam com os jornais impressos. A Netflix aparentemente vai acabar com a TV a cabo. E a Internet de uma maneira geral tornaria a televisão (especialmente a aberta) obsoleta. Vamos analisar aqui especialmente essa última afirmação.

O meio digital está realmente cada vez mais relevante. Uma pesquisa realizada pelo Estudo Geral de Meios – EGM, da Ipsos, divulgada no ano passado, apontou que a Internet é o segundo meio de comunicação que mais influencia as pessoas. Adivinha quem ocupa o primeiro lugar? Isso mesmo, a televisão. Apesar da queda de audiência nos últimos anos, a televisão ainda tem um poder de comunicação de massa irreplicável no Brasil. No entanto, a Internet vem alcançando números incríveis no nosso país.

Será o fim da televisão? Acreditamos que a sentença condenatória esconde, na verdade, uma mudança de formato e de linguagem | Foto: Banco de imagens
A Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril de 2016, mostra que mais da metade das casas do Brasil tem acesso à Internet. Quase 37 milhões de domicílios estavam conectados em 2014, o que representa 54,9% do total - o número de smartphones é ainda maior, superando a marca de 168 milhões. Mas nossa análise vai além dos números. E vamos citar um exemplo: a exibição da cerimônia do Globo de Ouro.

Dados do Instituto Nielsen apontaram um aumento de 2% da quantidade de espectadores este ano, somando um total de 13,3 milhões de pessoas que assistiram (contra 13 milhões do Globo de Ouro 2016). No entanto, o mais interessante é notar como a cerimônia se tornou assunto nas redes sociais nos dias posteriores. O apresentador da premiação, Jimmy Fallon, por exemplo, vem sentindo na pele como funciona ser alvo de críticas e ataques na Internet. Ele vem sendo criticado de um lado pelas insistentes piadas cujo alvo é o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do outro pela imitação um pouco constrangedora do humorista Chris Rock.

O assunto mais comentado, além do resultado da premiação, foi o discurso (também anti-Trump) da atriz Merryl Streep, agraciada com o prêmio Cecil B. DeMille. E dá-lhe brincadeiras com os vestidos mais criativos, com os discursos aparentemente influenciados pelo álcool, com as perguntas mais sem noção...

Essa é a tendência de todas as grandes coberturas televisivas. Ou seja, assim como a Internet já pauta a televisão faz tempo, a TV frequentemente também pauta a Internet. É um fluxo constante e intenso. Inegavelmente, existe uma alimentação recíproca de conteúdo e acreditamos por aqui que as duas mídias ainda vão coexistir por um bom tempo.

O fato de a audiência estar reduzindo ao longo dos anos não aponta necessariamente para o fim da  influência da televisão, apenas para a necessidade de mudanças significativas na forma como esse meio de comunicação massivo se comunica com as pessoas (especialmente com os jovens). A grande questão é estudar bem todos os meios e estar atento às ágeis mudanças do universo digital. Nós, aqui da Incena, queremos ser seus parceiros nessa missão!

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