Descubra como NÃO deixar a tecnologia atrapalhar sua vida

Por: | 11:28 Deixe um comentário
Foto: David Santos Febrero / Flickr
Isso é muito Black Mirror! As discussões levantadas pelo seriado britânico trazem à tona principalmente os possíveis malefícios do aprofundamento no uso da tecnologia pelas pessoas. Em tempos de excessos, é importante refletirmos sobre como podemos manter a nossa saúde física e mental. A tecnologia não significa nada sozinha, nós é que damos significado a ela - para o bem ou para o mal. A ideia desse texto é refletir sobre como podemos aproveitar os benefícios das inovações tecnológicas sem perder o rumo da vida real em espirais de desconexão humana.

Somos uma agência de marketing digital, sendo assim, é importante que nosso público-alvo esteja presente no ambiente virtual. No entanto, sabemos que a vida não se resume a estar online (ou, pelo menos, não deveria). Hoje em dia, sempre tem aquela pessoa no grupo que não consegue desapegar do celular para ter uma conversa presencial (seja no bar, seja com a família, seja no reencontro da faculdade). Muita gente reclama da dificuldade cada vez maior de se concentrar em alguma leitura mais consistente. Gente que conversa no WhatsApp no escuro do cinema. Em muitos casos, as pessoas ficam ansiosas só de imaginar a distância do aparelho celular por um dia inteiro.

Distúrbio ou simples hábito?

Ainda não estão catalogadas oficialmente como doenças a dependência do celular ou da tecnologia de maneira geral, no entanto, esse tipo de comportamento pode trazer danos para a própria saúde e para o seu relacionamento com outras pessoas. Nós acreditamos que a racionalização e a parcimônia podem evitar que nos tornemos dependentes dos aparelhos e do que eles proporcionam. O ex-funcionário do Google Tristan Harris também acredita nessa tese e fundou uma organização sem fins lucrativos chamada Time Well Spent (em tradução literal, Tempo Bem Empregado).

O designer norte-americano recebeu muitas críticas por ideias consideradas extremas, como, por exemplo, deixar o celular carregando fora do quarto na hora de dormir. Decidir o que é extremo ou não é uma escolha de cada um, mas resolvemos listar algumas ações que podem ajudar a evitar que o uso dos aparatos tecnológicos virem uma compulsão, tornando-se gatilhos de ansiedade.

Conecte-se, nas não o tempo todo: conheça os seus limites, estabeleça prioridades e desligue-se com uma frequência maior. Pode parecer uma dica pueril, mas faz uma diferença enorme estar atento a isso. Não se obrigue a responder toda e qualquer mensagem imediatamente. Desative todas as notificações do que não for urgente. Cuidado com os grupos de WhatsApp e o tempo que eles podem sugar. Estamos falando da boa e velha moderação.

Redes sociais, auto-estima e sistema de recompensa: A rede social tem um apelo, para muitos, irresistível. É uma suposta fuga da solidão, um mecanismo de suporte para todo e qualquer momento de sensação de desamparo. Um estudo realizado em 2012 na Universidade de Harvard mostrou que o nosso cérebro produz quantidades parecidas de dopamina (substância responsável pela sensação de prazer) quando comemos, bebemos, fumamos ou temos uma postagem comentada, curtida e compartilhada em uma rede social. Louco, né? E nem sempre é tão simples ter autocontrole sobre esse tipo de sensação. Vale assistir ao vídeo legendado do escritor (abaixo, com um errinho logo no início - onde diz "1994" deveria ser "1984"), consultor de marketing e palestrante motivacional Simon Sinek que aborda o assunto.


Vivemos um tempo no qual existe um hospital para o tratamento de crianças e adolescentes viciados em videogames e tecnologia em geral. O Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o vício nos jogos eletrônicos como um distúrbio mental. A mudança de alguns hábitos pode trazer muitos benefícios, às vezes é preciso apenas uma desacelerada. A escolha é sua, mas lembre-se sempre: sua saúde e a experiência humana devem ser priorizadas.

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